
A idD Portugal Defence, em colaboração com a DGAPDN, promoveu uma sessão de esclarecimento dedicada ao Fundo Europeu de Defesa, aos Estudos do NATO Industrial Advisory Group (NIAG) 2026 e aos programas da Agência Espacial Europeia no dia 19 de fevereiro, no Auditório do CITEVE, em Vila Nova de Famalicão.
O evento teve lugar no Auditório do CITEVE, em Vila Nova de Famalicão, e superou as expectativas de adesão, contando com mais de 300 participantes inscritos e cerca de 200 empresas, refletindo o forte interesse do tecido empresarial nacional nas oportunidades de financiamento e cooperação internacional no setor da Defesa.
A sessão de abertura contou com as intervenções de António Amorim, Presidente do CITEVE, e de Otília Gomes, Vogal do Conselho de Administração da idD Portugal Defence, que deram as boas-vindas aos participantes e destacaram a relevância estratégica destas iniciativas.
António Amorim sublinhou a ligação do CITEVE às Forças Armadas, referindo os vários projetos desenvolvidos com aplicação na área da Defesa e reforçando a atenção crescente do Centro a este setor estratégico.
Por sua vez, Otília Gomes agradeceu a forte adesão das empresas à iniciativa, destacando a importância do acesso a programas europeus e internacionais de financiamento para capacitar a indústria nacional e potenciar o seu envolvimento no ecossistema da Defesa, um dos eixos da missão da idD Portugal Defence.
Em seguida apresentou-se Tiago Cunha Gomes, National Focal Point para os fundos europeus, que destacou a estreita colaboração entre o Ministério da Defesa Nacional e a idD na dinamização de consórcios e clusters. Referiu ainda o trabalho contínuo de partilha de informação com a indústria ao longo do ano, com vista a facilitar o acesso às oportunidades disponíveis.
O painel técnico iniciou-se com a intervenção de João Serra, da DG DEFIS, que apresentou iniciativas europeias recentes, como o EDIP e o SAFE, novos instrumentos de financiamento na área da Defesa. Fez depois o enquadramento estratégico e os objetivos do Fundo Europeu de Defesa, abordando as calls deste ano, os princípios de implementação e o ciclo de vida dos projetos, bem como os critérios de elegibilidade aplicáveis às candidaturas.
Dando continuidade à sessão, José Rosa Dias fez um enquadramento sobre o NIAG e os Estudos previstos para 2026. Explicou os passos para a implementação dos estudos e as modalidades de participação, sublinhando que estes representam janelas de oportunidade cruciais para que a indústria nacional possa contribuir e influenciar decisões no contexto da NATO. A apresentação incluiu uma visão geral dos 13 estudos identificados.
O setor do Espaço esteve igualmente em destaque com a intervenção de Ana Reis, da idD Portugal Defence, que apresentou o enquadramento da ESA na área da Defesa e a contribuição de Portugal, referindo os domínios subscritos pelo país. Foram ainda apresentados os domínios exclusivamente dedicados à Defesa e os domínios não exclusivos, evidenciando a crescente convergência entre tecnologias de Defesa e do Espaço.
A forte participação nesta sessão confirma o dinamismo e o interesse crescente das entidades nacionais nos mecanismos de financiamento e nos instrumentos de cooperação internacional.
O evento encerrou com um momento de perguntas e respostas, permitindo aos participantes colocar questões diretamente aos oradores e esclarecer dúvidas sobre os programas apresentados.











